Retornando…e CP 2010

15 02 2009

Depois de um longo tempo, retorno postando no blog. Estive super ocupado com um mundo de coisas na vida profissional e pessoal nos últimos tempos. Acabei não participando do CP 2009 como deveria, mas em 2010 estarei lá e espero poder aproveitar bem mais que esse ano…

Fui somente dois dias ( o primeiro e o último). Tive ótimas impressões do evento, da união e da comunidade GEEK. Impressionante como todos se ajudaram, todos colaboram e formam uma equipe realmente. Deixei minha barraca no primeiro dia lá jogada ao relento e 6 dias depois ela estava exatamente do mesmo jeito.

Realmente isso demonstra o potencial da união e cooperação que temos!

CP 2010 aí vamos nós!

;)





Campus Party Brazil 2009

7 01 2009

Olá!

Nessa página, registro a minha visita e acampamento no Campus Party 2009 em São Paulo de 19/01 a 25/01.

Diariamente irei postar comentários sobre tudo que eu puder acompanhar no evento.

more about “Campus Party Brazil 2009“, posted with vodpod





IPhone 3G desbloqueado

5 01 2009

iPhone 3G é desbloqueado pelo iPhone Dev Team

O iPhone Dev Team, grupo de desenvolvedores voltados a criar um software de desbloqueio para o iPhone 3G, aparentemente cumpriu sua missão. Na noite de 31 de dezembro de 2008, o grupo liberou a versão do programa que permite o uso do telefone em qualquer operadora do mundo, de acordo com uma nota em seu blog oficial.

Jobs e Iphone

Jobs e Iphone

O grupo já havia prometido o lançamento da solução de desbloqueio para o final do ano e também demonstrou o software funcionando em um vídeo.

O software lançado é o yellowsn0w versão beta 0.9.1 e, segundo o iPhone Dev Team, funciona apenas em aparelhos com o baseband 02.28.00 – o baseband é o chip que controla a comunicação entre o aparelho e a rede da operadora – presente na última atualização de firmware vinda da Apple (versão 2.2).

Segundo o iPhone Dev Team, o destravamento deve funcionar com a maioria das operadoras em todo o mundo, mas que “veremos situações sem teste e inesperada. Se o desbloqueio não funcionar no primeiro dia, não entre em pânico ou fique impaciente”.

Mais informações sobre o desbloqueio (em inglês) e o download do software estão no blog oficial do iPhone Dev Team. Vale lembrar que a instalação de programas de desbloqueio é considerada ilegal pela Apple – que pode, em uma próxima atualização de software para o iPhone, voltar a bloquear os aparelhos para uso apenas em operadoras autorizadas pela companhia.

Daqui!





Uma imensa fraude

18 12 2008

Depois de tanto tempo sem postar, achei SUPER interessante esse artigo recomendado pelo meu grande amigo Ricardo Rodrigues.

Fraude de 50 bilhões de dólares – Por Edson Fontes

A notícia foi chegando devagarzinho mas já virou destaque nas páginas de economia: o ex-presidente da bolsa eletrônica NASDAQ Bernard Madoff comandava um fundo de aplicações que deu um prejuízo de 50 bilhões de dólares nos seus clientes, pois seu esquema funcionava como uma pirâmide financeira. Foi preso quinta feira passada em Mahhatttan pelo FBI. Quanto ao dinheiro dos clientes, dificilmente eles terão de volta.

Está certo que o tipo de fundo (hedge) é a categoria mais arriscada do mercado. Mas arriscado em termos de tipo de investimento feito para que haja um retorno superior a média. O que mais espanta aos especialistas é a quantidade de grandes instituições financeiras, que possuem com certeza os melhores profissionais, que caíram nessa armadilha.

Aparentemente tudo leva a crer que a confiança excessiva em uma figura lendária de Wall Street e a evidente falta de controles ou monitoramento adequado são algumas das possíveis causas estruturais da ocorrência desse golpe.

Isso nos leva a relembrar (porque com certeza já sabemos) que controles e monitoramento devem ser implantados quando queremos identificar o mais cedo possível o risco de uma ameça se concretizar em uma ocorrência. Isso vale para qualquer tipo de ameaça: financeira, de mercado ou operacional.

Sempre nas situações em que o risco vai aumentando sua intensidade existem fatos que acontecem que caso estejamos monitorando adequadamente poderemos identificar situações catastróficas que podem acontecer. O problema é que muitas vezes não queremos monitorar, ou não sabemos monitorar ou não sabemos identificar as mensagens que nos chegam.

Não precisa ser um ameaça de perda de 50 bilhões de dólares para nos lembrar de monitorar os riscos. Essa monitoração deveria estar internalizada na organização.

Sua organização deve monitorar os riscos. Afinal, uma das ameaças é a organização perder o mercado e deixar de existir. Exagero? Acho que não. Apenas cuidado profissional!

Extraído daqui!





Campus Party 2009

5 12 2008

Pois bem.

Aquele antigo meio de comunicação muito desprezado pelos geeks informou-me ontem da abertura das inscrições para o Campus Party 2009 que será realizado no Centro de Exposição Imigrantes. Conhece, aquele velho e saudoso rádio?

Imediatamente eu fiz a inscrição! E agora só estou contando os centavos para pagar e efetivar a inscrição.

Para quem não conhece, recomendo e com muita ênfase, ler um pouco sobre aqui e aqui.

Valor da inscrição: R$ 150,00

Alguém se habilita?





PSGETSID

5 12 2008

Olá!

As vantagens  da utilização de ferramentas como Norton Ghost da Symantec são imensas!  Essa ferramenta é utilizada para criar imagens de disco de computadores com o objetivo de agilizar o trabalho de instalação e configuração de equipamentos em massa. Já ouvi muito falar sobre as suas vantagens em redução de custo, de tempo, de trabalho…

Porém há contratempos. Em ambientes sem licenciamento por volume, essa prática não é autorizada. Além disso, enfrentei um grande problema durante meses e somente ontem percebi que o culpado era o Norton Ghost 2003 que utilizo.

Toda estação, usuário, impressora ou qualquer outro objeto da  Microsoft, possui um SID ( security identifier) que é uma identificação que deve ser única em uma rede. No entanto, ao utilizar o Norton Ghost copiando de uma máquina para a outra o disco completo, esse SID também é copiado gerando problemas com o WSUS ( Windows Server Update Services) e outros aplicativos corporativos.

Já li muito sobre esses problemas e possíveis ferramentas como o NewSID do SysInternals.  Mas como eu iria descobrir se eu tinha SID duplicados na minha rede?

Pois aí surge a resposta. Um simples programa também do Sysinternals chamado de PSGETSID. Executando ele como administrador do dominio, ele captura todos os SIDS do seu Active Directory e exporta essa lista para um arquivo texto! Fantástico, simples e muito prático.

Sintaxe:

psgetsid.exe -u dominiousuario -p password \* >computer_sids.txt

Usando uns “cambalachos” no Excel, você descobre os SID duplicados e pode utilizar ferramentas para corrigir essa pequena falha na sua rede.

Achei essa explicação aqui!

Segue aí como dica!

:)





Uma nova visão – Atendimento ao consumidor

28 11 2008

call-center

“Veja bem senhor…”…

” Vou estar transferindo para estarem resolvendo os seus problemas…”

“Senhor, o nosso sistema está ocupado… No momento eu não posso resolver a sua questão…”

Frases como essas são recorrentes em qualquer ligação, em qualquer operadora, para qualquer serviço de Call Center ou SAC (serviço de atendimento ao consumidor) que utilizamos hoje. E todos sabem que já tivemos alguma vez na vida a leve impressão que a empresa possui um ótimo serviço… Até chegar o momento que você precisa de um atendimento ou resolver alguma questão contratual e as dores de cabeça começam!

A partir de 1º de dezembro com a nova regulamentação do serviço de atendimento em vigor, são definidas inúmeras regras e uma multa considerável para as empresas que desrespeitarem o consumidor. Vamos aguardar para dizer se essa é uma lei que “pega” ou que “não pega”. Mais uma mania brasileira…

Como consumidor, espero que as empresas melhorem consideravelmente seu atendimento. Já tive inúmeros problemas como quase todas as operadoras de telefonia móvel e telefonia fixa. A única que ainda não havia me dado esse desgosto era a nova operadora em São Paulo, OI. Doce ilusão…

Na tarde de 27/11, entrei em contato com o SAC da operadora, pois meu celular apresentava sempre que eu realizava uma ligação, a mensagem “Chip Inativo”. Eu tinha que desligar o aparelho e ligá-lo novamente. Isso só acontecia com o chip da OI.

Tentei ligar 8 vezes no atendimento da OI mas sem sucesso. A todo momento, a ligação caí abruptadamente. Após esses minutos de profunda irritação, tive a idéia de consultar o site da Anatel e verificar o ranking de reclamações da telefonia móvel do mês de outubro.

A OI é destacada logo como primeira colocada! Não vejo isso como uma simples conseqüência da entrada da operadora em São Paulo. Vejo como um despreparo completo e um desrespeito ao consumidor que iludido pelas inúmeras propagandas, adquiriu o chip e agora enfrenta problemas na utilização.

Como recomendação, indico a todos que consultem o site da Anatel antes de contratar qualquer serviço de telefonia móvel ou fixa. Como órgão regulamentador do mercado, eles possuem uma vasta documentação sobre os direitos e deveres tanto das operadoras quanto dos clientes. Além disso, é importante destacar a relevância desse ranking já que demonstra claramente aqueles que respeitam e desrespeitam você!

Exija seus direitos e exija o melhor! Você paga (e muito caro) pela telefonia no Brasil. Nada mais correto que exigir no mínimo, o respeito e um atendimento justo e claro da sua prestadora de serviço.

Comente a sua experiência com as operadoras.





O profissional de TI – Segundo Max Gehringer

25 11 2008

Especialista em carreira fala porque um técnico deve ganhar tanto quanto um gerente e como a geração Y será o terror das áreas de recursos humanos.

O especialista em carreira, Max Gehringer, em entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD, analisa as mudanças ocorridas com a evolução da tecnologia e traça o perfil dos profissionais do futuro. Como isso deve afetar a vida das empresas e, claro, dos gestores de recursos humanos? Confira!

COMPUTERWORLD - Como você avalia a presença cada vez maior da tecnologia no ambiente de trabalho? Quais são os impactos no dia-a-dia dos profissionais?

MAX GEHRINGERNo Brasil, essa mudança começou de fato há 15 anos. A década de 80, que conseguiu combinar inflação alta e demanda baixa, fez com que as empresas tivessem que enxugar seus quadros, eliminando funções e concentrando nas mãos de um empregado tarefas que antes eram executadas por dois ou três.

No início dos anos 90, a revogação da famigerada Lei da Informática, que atrasou o Brasil 10 anos, permitiu que as empresas se aparelhassem melhor. Nos escritórios, o PC substituiu, ao mesmo tempo, a máquina de escrever e a calculadora. E o chão de fábrica passou a ter equipamentos tecnologicamente atualizados, gerando mais produtividade.

As duas últimas mudanças foram a internet, que possibilitou a interatividade interna e externa, e o celular, que colocou os funcionários 24 horas à disposição da empresa. O resultado foi que o trabalho braçal deu lugar ao uso do software. O “fechamento do mês”, um esforço que envolvia uma dúzia de pessoas e demorava uma semana, hoje é uma tarefa simples, porque as transações vão sendo feitas on-line.

Na Copa de 1970, um jogador com excelente preparo físico corria 3 quilômetros por jogo. Na última Copa da UEFA, a média estava em 12 quilômetros. Nas empresas, a aceleração da produtividade foi a mesma, só que movida pelas facilidades da tecnologia. Não por acaso, a única área que deverá ter déficit de técnicos pelos próximos anos é a de Informática.

CW – Este novo ambiente exigiu mudanças dos gestores de recursos humanos? Quais seriam?

MG – Uma das conseqüências de todas essas mudanças foi a auto-gestão da carreira. O empregado que delegava seu desenvolvimento à empresa e raramente considerava a hipótese de mudar de emprego deixou de existir. Ele deu lugar a um profissional mais ansioso, menos disposto a esperar que as coisas aconteçam naturalmente. Eu fico cada vez menos espantado quando recebo mensagens de estagiários dizendo “estou aqui na empresa há dois meses e ainda não me aconteceu nada”.

As áreas de RH sabem que o turnover alto representa não apenas custos extras, mas também a perda de bons profissionais, que não hesitam em ter três empregos em três anos se isso puder turbinar suas carreiras. Quando RH falava em atrair e reter talentos, essa segunda parte era subentendida como ‘médio e longo prazo’. Agora, passou a ser curto prazo.

Série de Reportagens: Carreira em 2012
> Carreira 2012: Como será o profissional de TI em 5 anos?
> Carreira 2012: O profissional do futuro para a Accenture
> Carreira 2012: O profissional do futuro para a IBM

É preciso manter o empregado motivado, focado, satisfeito e bem informado. Caso contrário, ele procura outras opções. Setores que, por sua própria natureza, oferecem poucas oportunidades internas, como o de telemarketing, têm um turnover de mais de 100% ao ano. O tempo médio de permanência é de 10 meses. Ou seja, acabou o medo de mudar de emprego.

CW – Neste contexto, qual seria o perfil do profissional do futuro? Quais características perdem valor e quais passam a ser fundamentais para o sucesso profissional?

MG – Um erro que muitos jovens estão cometendo é o de imaginar que, quanto mais diplomas tiverem, maiores serão as oportunidades. Por isso, estudam até os 25 ou 26 anos, fazem pós, MBA, e intercâmbio para aprender inglês.

E aí, quando começam a procurar emprego, descobrem que as portas estão fechadas. O maior índice de desemprego está nessa faixa, dos 18 aos 25 anos, e afeta jovens com curso superior. Por outro lado, o mercado tem vagas para técnicos, mas não consegue encontrá-los em quantidade suficiente.

O profissional do futuro será, antes de tudo, um bom técnico. Alguém que começou a trabalhar cedo, aprendeu os macetes na prática e depois se decidiu pelo curso superior mais indicado. Aos 25 anos, ele estará pronto para assumir uma função gerencial. O que também pesa muito, e pesará cada vez mais, é a atualização constante. Quem não fez nenhum curso nos últimos cinco anos está correndo risco de obsolescência profissional.

Outro fator que ganha cada vez mais importância é o networking. Muita gente ainda o vê como algo negativo, mas conseguir um emprego apenas por meio do envio de currículos está se tornando uma possibilidade remota. Em algumas áreas, como Direito e Jornalismo, o networking já responde por quase 100% das vagas preenchidas. Portanto, estudar é bom, aperfeiçoar-se é ótimo, mas é indispensável conhecer pessoas que possam fazer indicações.

CW – A necessidade de técnicos deve dar força ao conceito de evolução profissional em Y?

MG – Em teoria, ter um excelente técnico, sem nenhum subordinado, que ganhe mais do que um gerente com 20 subordinados é algo que faz todo sentido, porque está mais difícil para as empresas contratar e manter o técnico. Mas essa situação precisa ser muito bem explicada pela área de recursos humanos.

Não basta soltar uma comunicação interna dizendo que será assim. É uma situação que afeta o lado psicológico dos que acham que deveriam ganhar mais apenas com base no número de subordinados diretos. Essa dificuldade para implantar o sistema Y, aliada à possibilidade de redução de custos, gerou o PJ, o profissional autônomo. É uma categoria que vem se multiplicando em ritmo de coelho no século XXI.

CW – Como as empresas devem se preparar para tirar o melhor deste novo perfil de profissional?

MG – Oferecendo instrumentos para contrabalançar a pressão por resultados imediatos. Um bom ambiente de trabalho, uma comunicação transparente, oportunidades de fazer cursos de aperfeiçoamento e o reconhecimento dos méritos individuais através de premiações. Evidentemente, ainda existem chefes cujas cabeças estão no século XX e o choque com a geração dos jovens apressados e ambiciosos acaba sendo inevitável.

E a corda está arrebentando do lado que antes era o mais forte, o dos chefes. No ano de 2006, 60% dos executivos que perderam o emprego não esperavam perdê-lo. Desses, 75% tinham mais de 10 anos de casa.

CW – A chegada da geração Y ao mercado de trabalho é outro fator que deve ser considerado. O que esta geração traz de novo ao ambiente corporativo?

MG – Os homens da geração Y são os primeiros a conseguir fazer o que as mulheres vêm fazendo desde a geração sempre: várias coisas simultaneamente e sem perder o foco.

Mas os profissionais dessa geração que optam pela tecnologia da informação têm uma característica especial, que já se nota atualmente: para eles, o trabalho executado é mais importante que a empresa que está pagando pela sua execução. Por natureza, são profissionais que apreciam a autonomia, mesmo que estejam ligados a uma empresa. Em suma, eles são o terror das áreas de recursos humanos.

Retirado Daqui!





Aplicações Web – Cloud computing?

18 11 2008

Microsoft lança versões online do Exchange e do SharePoint com custo reduzido

Plataformas de e-mail e colaboração são parte do Microsoft Online Services e têm custo mensal de US$ 10 e US$ 7,25 por usuário.

A Microsoft lançou, na última segunda-feira (17/11), a versão online das plataformas corporativas Exchange e SharePoint.

O Exchange Online é a versão para a internet da plataforma de e-mails da Microsoft, e o SharePoint é um aplicativo de colaboração corporativa. Ambos são parte do pacote Microsoft Online Services voltado a empresas, e também são oferecidos como serviços individuais.

O pacote completo ainda inclui o Office Communications Online e o Office Live Meeting – este último, um aplicativo de conferências na web.

Para se inscrever e utilizar o Microsoft Online Services, o valor mensal é de 15 dólares por usuário. Individualmente, o Exchange Online custará 10 dólares mensais por usuário, enquanto o SharePoint terá valor de 7,25 dólares, o Office Communications Online de 2,50 dólares e o Office Live Meeting Online de 4,50 dólares por usuário, ao mês. Os dois últimos serviços serão lançados individualmente no início de 2009.

Como parte da estratégia de ofertas de aplicativos online, a Microsoft revelou, no mês passado, o Office Online. Além disso, há algumas semanas, a empresa apresentou a versão para cloud computing do Windows, o Azure.

Extraído daqui!





.::Uma nova visão::. – Computação nas nuvens

17 11 2008

Introdução

Como a sensação do mercado, a computação nas nuvens é a expressão do momento. Juntamente a virtualização, é apontada como a nova revolução no relacionamento entre usuários, computadores e serviços de tecnologia.

Empresas como IBM, Amazon, Google, HP, Microsoft e AT&T estão investindo fortemente nessa nova tendência e buscando formas de criar serviços e fornecer novos recursos que possam sem amplamente comercializados.

Conceito

Há uma grande discussão sobre a definição do que é computação nas nuvens. Segundo Daryl C. Plummer, vice-presidente do grupo Gartner, trata-se de “alguém vai assumir a responsabilidade de entregar algumas funções de TI como serviços para alguns clientes e eles não precisam saber como funciona, eles simplesmente usarão”.

Diferentemente de uma tecnologia que surgiu de um momento, a computação nas nuvens avança a mais de 30 anos em diferentes linhas de conhecimento. Hoje ela é a somatória e correta aplicação do andamento das mais novas tecnologias como SaaS (Software as a Service), sistemas distribuídos e alta velocidade de comunicação e transferência de informações devido a popularização da banda larga.

Abaixo, uma demonstração da infra-estrutura da computação nas nuvens. Observe que ela é composta pela interface de interação do usuário, sistemas gerenciados, provisão de ferramentas, catálogo de serviços acessíveis e monitoramento. Através da interface de interação, os serviços são acessados baseados no catalogo disponível. Esse catalogo é gerenciado por um sistema que prove recursos para o acesso no servidor, que é monitorado para alocar somente o que a solicitação necessita e fornecer a resposta mais rápida para a requisição. Nessa solicitação, o usuário não necessita saber onde a aplicação está inserida dentro da nuvem e sim obter o catalogo de serviços o mais rápido possível e acessá-lo quase instantaneamente.nuvem_wiki

Alguns autores acreditam que a computação nas nuvens é a melhor aplicação e utilização dos recursos de tecnologia. Eles são alocados conforme a correta necessidade, sem que haja um super dimensionamento ou perda do investimento realizado. Uma utilização de processamento, disco, memória, e-mail, internet etc. analoga à utilização de energia elétrica, gás ou água.

Dessa forma, uma empresa pode alocar ou vender seus recursos de processamento conforme a necessidade, sem se preocupar com perdas do ROI (retorno sobre o investimento) e pagar somente pela exata utilização feita pelos seus serviços dentro da nuvem.

No Brasil, empresas como a Locaweb já fornece os recursos da computação nas nuvens disponibilizando aos clientes total controle sobre o equipamento utilizado podendo ele mesmo montar o que deseja de recursos no site da empresa e enviar uma solicitação.

Discussão sobre a tecnologia

Surgindo como uma resposta aos altos custos de manutenção de equipamentos e equipes técnicas especializadas, a computação nas nuvens propõe uma revolução na interação entre usuários e serviços. Tudo estaria na grande nuvem e seria mantido por uma empresa que é a responsável por manter a infra-estrutura operacional. Além disso, empresas com projetos que possuam um alto custo de aquisição de hardware ou com picos sazonais de utilização, poderiam alocar serviços na grande nuvem somente para a sua necessidade. Dessa forma, por exemplo, na edição de um vídeo, uma empresa de propaganda e marketing poderia alocar esse serviço na nuvem e pagar somente por esse trabalho, não sendo necessária a aquisição de softwares específicos ou um novo hardware.

Segundo Nicholas Carr, autor do livro “The Big Switch: Rewiring the World, from Edison to Google”, a computação nas nuvens acabará com a maioria das equipes de TI corporativa, “Os departamentos de TI não terão muito que fazer depois que a computação corporativa migrar de data centers privados para a ‘nuvem“.

Escalabilidade, redução de custos, maior retorno sobre o investimento e utilização ideal dos recursos são os grandes pilares da computação nas nuvens. Entretanto, há barreiras ainda para que essa tecnologia realmente

Segurança, latência e nível de serviço são os grandes pontos que preocupam as empresas ao optarem pela computação nas nuvens. Um profundo conhecimento sobre como a nuvem é gerenciada e como as informações são mantidas são preocupações de grandes empresas. Como as aplicações legadas serão migradas para a nuvem? E como expandir serviços da computação nas nuvens em uma cultura já então consolidada? São desafios que o desenvolvimento de novas tecnologias anexas a computação nas nuvens terão que responder.

A garantia do serviço é outro ponto problemático. Com todas as aplicações dentro de uma nuvem que o cliente não sabe onde está e como é gerenciado, como garantir um correto SLA (Service Level Agreement)?

Alguns aplicativos necessitam de hardware especifico e aplicações como banco de dados podem ter problemas de latência quando inseridos na nuvem, tornando inviável alguns serviços na nuvem.

Mesmo com todos esses desafios, a computação nas nuvens é apontada pelo instituto Gartner como a tecnologia estratégica a ser observada no ano de 2009 pelos CIOs da grandes corporações, juntamente com o TI verde.

Apontado por alguns analistas como o grande precursor da computação nas nuvens, para o Google ela representa “reunir um grande número de computadores para permitir que pesquisadores em campos de computação intensiva, como pesquisa médica e de segurança, façam cálculos massivos”. Serviços como o Gmail, Google Docs e toda a plataforma Google Apps representam a aplicação e uma oportunidade dos serviços nas nuvens que já são comercializados para clientes corporativos pela Google Inc.

A Amazon foi a pioneira mundial na comercialização da computação nas nuvens. Com o conceito Elastic Computer Cloud (ECC), a empresa iniciou a comercialização dos seus poderes computacionais que ficavam ociosos fora da alta temporada de compras do site, podendo fornecer seus recursos de processamento, storage e memória para clientes interessados que pagariam sob demanda conforme a sua necessidade.

A Microsoft também já iniciou o lançamento da sua plataforma nas nuvens: Windows Azure. Ainda em fase inicial, fornecerá serviços no datacenter da Microsoft para empresas utilizam as suas ferramentas como o Microsoft .NET ou Microsoft Share Point para desenvolver em uma arquitetura aberta serviços, reduzindo o custo para essas companhias na aquisição de hardware especifico e fornecendo escalabilidade e interoperabilidade de seus sistemas legados.

Veja abaixo, a demonstração de como é estruturada essa nova plataforma. Os serviços operam sobre a nova plataforma criando uma completa integração entre todos os produtos e serviços, possibilitando ao cliente manter aplicações que sejam legado.

azure

Vai rolar?

A computação nas nuvens é a nova sensação do momento. No entanto, barreiras culturais e técnicas ainda existem. A convergência entre ferramentas e a disponibilidade dos recursos criam uma forte tendência para que essa tecnologia rapidamente seja utilizada em larga escala.

As suas vantagens são inúmeras, mesmo sendo o seu conceito ainda indefinido, as aplicações e a sua utilização já é uma realidade no mercado corporativo.

Ainda é necessário, no entanto, que mecanismos sejam criados que garantam a segurança dessas informações armazenadas e trafegadas dentro da nuvem e que sejam desenvolvidas novas formas que garantam um acesso completo a esses dados a todo o momento e em todo lugar. Uma mobilidade ainda maior?

Por Luciano Tadeu – 17/11/2008